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Dia Internacional da Mulher

A base da violência contra as mulheres

Muitas mulheres já ocupam cargos máximos, a exemplo da presidente Dilma Rousseff, que foi a 11ª mulher a ocupar a presidência de um País na América Latina. No entanto, há 80 anos tendo direito a voto, as mulheres, maioria do eleitorado brasileiro, ainda são minoria em representação política.

É lamentável, mas a violência contra as mulheres está enraizada no inconsciente da maioria das pessoas, homens e mulheres, por mais evoluídos que sejam. Se fosse diferente, não teríamos dados tão alarmantes de atentados contra o gênero a cada segundo, ainda que os dados divulgados levem em conta apenas os registros policiais. Não estão computados números relativos ao constrangimento moral, mascarados na forma de xingamentos e subjugações por parte de filhos, pais, companheiros, chefes, colegas de trabalho e amigos.

Apesar de tudo, a mulher cresce e se destaca em diversos cenários. Muitas já ocupam cargos máximos, a exemplo da presidente Dilma Rousseff, que foi a 11ª mulher a ocupar a presidência de um País na América Latina. No entanto, há 80 anos tendo direito a voto, as mulheres, maioria do eleitorado brasileiro, ainda são minoria em representação política. Temos mulheres presidindo empresas, sindicatos, federações, mas em baixos percentuais. Nas lojas, apesar de que os quadros de funcionários sejam formados basicamente por mulheres, os cargos de chefia geralmente são dos homens. Isso é discriminação, porque, competência as mulheres já demonstraram há tempos.

Então, de onde vem tanta violência, se temos muito a nosso favor, a exemplo do Código Civil, da Constituição Federal e mais recentemente a Lei Maria da Penha? A violência vem de berço, cresce com meninos e meninas e se perpetua nos adultos. Está no inconsciente daquelas crianças que cresceram vendo a mãe subjugada pelo autoritarismo, que, em muitos casos, agride, humilha e espanca. A cena repetida muitas vezes se banaliza e passa a fazer parte da vida, com naturalidade. Esse adulto traz dentro de si a violência que certamente será expressa no seu cotidiano.

Quando nos propomos a falar e trabalhar a violência contra a mulher, os nossos desafios são imensos, porque  mudar esse quadro envolve mexer na base, e lá está a família, muitas vezes desestruturada. O desafio é muito grande, mas é necessário refletir e agir sobre as causas e conseqüências da violência contra as mulheres.

* Ivone Simas, presidente do Sindiato dos Comerciários de Guaíba e Região, diretora da Força Sindical Nacional, Secretária de Relações Sindicais da Força Sindical-RS e secretária-geral da Fetracos (Federação Intermunicipal de Sindicatos de Trabalhadores no Comércio de Bens e Serviços da FS-RS)

 

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