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A China que não conhecíamos

A visão que eu tinha da China com relação ao trabalho era semelhante à da maioria dos brasileiros: exploração, trabalho escravo, infantil, ausência de legislação trabalhista e possibilidade nula de um sindicato se organizar para combater tudo isso.

A visão que eu tinha da China com relação ao trabalho era semelhante à da maioria dos brasileiros: exploração, trabalho escravo, infantil, ausência de legislação trabalhista e possibilidade nula de um sindicato se organizar para combater tudo isso. Depois de participar do Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Economia e da Sociedade, Trabalho Decente e Sindicatos 2008, ocorrido em Pequim, em janeiro, com outros 13 dirigentes sindicais brasileiros, percebi que meus olhos estavam um tanto "embaçados".

Saímos do Brasil representando os setores metalúrgico, de alimentação, de serviços, de calçado e vestuário, da indústria de brinquedos, da indústria química e do comércio – alguns dos mais afetados pela entrada dos produtos chineses no Brasil – dispostos e levar um pouco da nossa "civilidade" àqueles até então exploradores. O que encontramos foi uma estrutura altamente organizada com relação à legislação laboral e estruturação sindical.

Os trabalhadores chineses contam com uma central sindical com ramificação em todos os Estados. Os sindicatos são organizados por empresa e o conselho de administração de cada uma delas tem um representante sindical. As eleições sindicais ocorrem nos mesmos moldes do Brasil. Há juntas arbitrais, tripartites (com representantes da empresa, do governo e do sindicato) que julgam as reclamatórias trabalhistas antes de estas serem feitas na justiça comum.

A média salarial dos trabalhadores ainda é baixa. No comércio, cerca de 50% menos que no Brasil. Mas os sindicatos estão preocupados em suprir outras lacunas, com relação à saúde e educação , por exemplo. A assistência médica e odontológica é ampla, os sindicatos investem em bolsas de estudos para filhos de trabalhadores carentes e fazem atividades de integração entre os trabalhadores, estimulando a socialização e as práticas desportivas.

Surpreendeu-me a declaração do secretário internacional do Partido comunista, de que a China está determinada a continuar na construção de um modelo de socialismo bem aplicado, que atenda aos anseios mais elementares da sociedade, como moradia digna, saúde, educação, trabalho decente e qualidade de vida para o povo. Acredito, agora, que eles estão no caminho certo.

Nilton Neco, presidente do Sindec e Secretário de Relações Internacionais da Força Sindical

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