
A Lei da Ação e da Reação é um dos princípios da Física, assim como a da Gravidade. Segundo a Lei, para toda a ação é prevista uma reação de mesma intensidade, porém em sentido contrário.
A Lei da Ação e da Reação é um dos princípios da Física, assim como a da Gravidade. Segundo a Lei, para toda a ação é prevista uma reação de mesma intensidade, porém em sentido contrário. A Física está na base da dialética, filosofia que prevê uma eterna interação entre o que se faz e a conseqüência dessa ação. O confronto entre a Polícia Militar e a Via Campesina ilustra bem essa interação. Aproveitando-se da crise política que assola o governo estadual, manifestantes daquele grupo voltaram a repetir uma prática que assusta e revolta a sociedade. As imagens da tentativa de invasão de um supermercado deixam o cidadão apreensivo, pois naquele estabelecimento as pessoas ingressam para comprar, e não para protestar. Imaginem um chefe de família ou uma dona de casa pensando no inferno que seria caso sua residência fosse invadida por quem pensa ter o direito a tudo, inclusive o de pisar no direito dos outros, usando crianças e mulheres como escudo e o confronto como forma de chamar a atenção, especialmente da mídia.
É verdade que a história da luta dos trabalhadores registra páginas sangrentas de momentos em que choques foram inevitáveis, o que não justifica a vulgarização de confrontos, que descaracterizam o movimento social. Ocorre que o grupo em questão é composto, em sua maioria, por militantes profissionais sem ligação com a causa, que não são lavradores nem operários. Naquele 11 de junho, nem os trabalhadores foram poupados: comerciários que trabalham no supermercado foram agredidos por quem supostamente protestava em nome do povo. Nas invasões da Via Campesina, plantações são dizimadas, instalações são destruídas e até animais inofensivos são sacrificados por militantes encapuzados, como marginais.
O último ato da encenação é a pose de vítima e o dedo apontado para a polícia, acusada pelo emprego da força em reação a uma ação irresponsável, que só visa atrair os holofotes da mídia. Estranho reparar que esses atos de enfrentamento surgem, invariavelmente, às portas das eleições e se voltam contra adversários dos correligionários desses grupos. Quem não lembra das intermináveis greves do Magistério, organizadas contra governadores de partidos oponentes? Coincidência? Não: oportunismo político.
A Força Sindical condena a prática da politicagem sórdida que lembra um grupo político que um dia apontava o dedo para todos e os acusava de não ter ética, mas que depois se atolou num mar da corrupção sem precedentes na história da república. Nessa hora, a física e a sabedoria popular se encontram para juntas dizerem: “quem semeia vento colhe tempestade”.
CLÀUDIO JANTA – presidente da Força Sindical/RS
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