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Deserto ou Vida?

Temos a certeza de que o homem é um ser dependente do Meio Ambiente e que este depende cada vez mais do homem. Se não tivermos um homem com emprego, que lhe traga integridade,

Temos a certeza de que o homem é um ser dependente do Meio Ambiente e que este depende cada vez mais do homem. Se não tivermos um homem com emprego, que lhe traga integridade, dignidade e condições de alimentar e educar sua família, não teremos como exigir deste homem a luta diária pela preservação do nosso planeta. Cabe a todos nós buscarmos a empregabilidade para estes milhares de trabalhadores desempregados que a cada dia esperam encontrar o tão sonhado emprego.

Quando ouvimos a notícia de investimentos, ou melhor, de um setor produtivo querendo se instalar em uma região do nosso Estado que há décadas vem lutando por seu desenvolvimento, é triste ver e ouvir o mesmo sendo esculachado e hostilizado com a bandeira do Meio Ambiente e o argumento de que os 200 mil empregos que as empresas de celulose irão gerar transformarão a região sul do nosso Estado num deserto verde.

Deserto é sinônimo de morte, de tristeza, de fome, de miséria. Este deserto nós já possuímos. Este deserto cinza, da desilusão, da falta de expectativa, de destruição da vida e do ser humano em ter um lugar ao sol, de ter condições de sustentar sua família e obter a dignidade, é vivido diariamente por milhares de trabalhadores do nosso Estado. Com a chegada das empresas de celulose, estes trabalhadores vêem a possibilidade de ter um emprego, de adquirir novamente um lugar ao sol, de recuperar a sua auto-estima e sua dignidade. Esta é a única herança que nós trabalhadores teremos para deixar para os nossos filhos, é o orgulho de ter trabalhado e produzido a vida inteira para o sustento de nossa família e para o crescimento de nossa cidade e nosso país.

A implantação destas empresas na região é a chance de transformar o grande deserto do desemprego e da miséria em uma oportunidade, que com certeza transformará estes trabalhadores em defensores da vida e do Meio Ambiente. Estes trabalhadores serão grandes parceiros da preservação dos 2% do biomapampa natural e das nascentes dos rios, córregos, lagos, açudes, pássaros, mamíferos, insetos e dos próprios homens. O maior foco de poluição do Meio Ambiente com certeza são as grandes cidades, portanto é urgente a conscientização dos trabalhadores urbanos que participam de uma das maiores poluições de nosso planeta com o monóxido de carbono de seus veículos, seus esgotos cloacais, seus lixos-luxo-industrializados, seus copos e garrafas de plástico, seu som sem limites, juntamente com toda sua vida moderna e urbana. A falta de conscientização sim é que transformará nosso planeta num deserto, numa fotografia cinza e sem vida. Temos sim que garantir a preservação do homem e do planeta, com responsabilidade, conscientização e emprego, para que gerações futuras possam conviver em harmonia com o desenvolvimento e a natureza.

Clàudio Janta, presidente da Força-Sindical-RS

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