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Fizeram a farra com o seu dinheiro

Você nem sabia, mas por muitos anos pagamos a distribuição de passagens aéreas para parentes e amigos dos deputados com o nosso dinheiro. Eu, você e o povo brasileiro. O episódio conhecido como “farra das passagens” representa mais que um costumeiro caso de improbidade da classe política brasileira. A “farra” aponta o dedo

Você nem sabia, mas por muitos anos pagamos a distribuição de passagens aéreas para parentes e amigos dos deputados com o nosso dinheiro. Eu, você e o povo brasileiro. O episódio conhecido como “farra das passagens” representa mais que um costumeiro caso de improbidade da classe política brasileira. A “farra” aponta o dedo para políticos tidos como paladinos da moral e da ética no Congresso Nacional. Os mesmos que se valeram da mídia quando Paulinho da Força era acusado de quebra do decoro parlamentar pela montagem de suposto esquema de desvio de verbas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Não houve dia em que a imprensa não martelasse o assunto, sem apresentar provas, somente “indícios”. Sem renunciar, o deputado fez sua própria defesa e foi absolvido.

Não há como inocentar os farristas da culpa da improbidade. O uso indiscriminado das passagens e as declarações infelizes incriminaram os parlamentares. Tornou-se pública a privatização dos mandatos, com deputados dizendo que a família era parte do mandato e que o parlamentar devia fazer o quem bem entendesse com as passagens. Corre investigação sobre a existência de um esquema de comercialização de cotas de viagens por deputados. Os baluartes da ética e da moral, que a qualquer anúncio da imprensa desprovida de provas pedem a renuncia ou afastamento do acusado, bancam as vítimas, fingindo desentendimento. Estes que deveriam manter a coerência, se licenciando do cargo até a apuração do caso, dizem ser normal usar dinheiro do povo para viagens de seus familiares e amigos. Pior: covardemente, culpam e afastam assessores.

Outra vez, o povo simples e pauperizado vê que o Brasil dos farristas não é o dele. O cidadão comum não viaja de avião, pois o valor de uma passagem aérea de média distância é superior à média salarial o trabalhador brasileiro, que ganha cerca de dois salários mínimos. Ainda bem que existem deputados como Paulinho da Força, que ajudou a aprovar a regra que valoriza o salário mínimo, influenciou na legalização das centrais sindicais e liderou a campanha pela manutenção do imposto sindical, o que desagradou aqueles que se consideram donos do próprio mandato. O movimento social precisa eleger novos deputados para oxigenar a política brasileira e diminuir o espaço para a existência de “farristas” no Congresso Nacional.

CLÀUDIO JANTA, presidente da Força Sindical - RS e Conselheiro do BNDES

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