
Depois das grandes lutas e conquistas dos trabalhadores verificadas ainda nas décadas de 80 e 90, podemos afirmar que 2007 foi um dos melhores anos para o movimento sindical brasileiro.
Depois das grandes lutas e conquistas dos trabalhadores verificadas ainda nas décadas de 80 e 90, podemos afirmar que 2007 foi um dos melhores anos para o movimento sindical brasileiro. Barramos todas as iniciativas de retirada de direitos trabalhistas, ampliamos os benefícios para os assalariados em geral e impedimos o enfraquecimento dos sindicatos.
Na defensiva há tempos, os trabalhadores saíram às ruas, realizaram grandes manifestações de massa nos Estados e na capital da República. Acordo com o governo federal permitiu um ganho real para o salário mínimo e a tabela do Imposto de Renda foi reajustada acima da inflação.
Os salários em geral também evoluíram, por conta de um melhor cenário econômico, mas sobretudo em razão das campanhas salariais patrocinadas pelos sindicatos, sendo que em muitos casos foi necessário a deflagração de greves. Assim não é à toa que mais de 90% dos aumentos de salários negociados este ano ultrapassaram a inflação, segundo o “Estadão”, citando dados do Dieese.
Ainda no mesmo jornal: “Nunca, desde o fim do regime militar, tantos trabalhadores conseguiram reajustes salariais tão satisfatórios como os previstos nos acordos fechados neste ano”. Os trabalhadores, sindicatos e as centrais sindicais tomaram a dianteira na luta vitoriosa contra a Emenda 3, que tinha o objetivo de acabar com o contrato de trabalho.
No plano político está para ser aprovado projeto que trata da regulamentação das centras sindicais. Mas tivemos que brigar muito porque um deputado federal pretendia acabar com a contribuição sindical, com a finalidade de enfraquecer as centrais e os sindicatos. A idéia dele era legalizar as centrais, mas sem a definição de uma fonte de receita. Conseguimos ainda do governo federal a promessa de ratificar a convenção 158 da OIT que impede a dispensa imotivada de trabalhadores.
Está também na ordem do dia a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana, sem redução de salários. Estas reivindicações fizeram parte de nossa pauta entregue ao governo na 4ª Marcha da Classe Trabalhadora, realizada agora no início de dezembro, em Brasília, e que reuniu cerca de 30 mil trabalhadores.
Tudo que realizamos em 2007 foi possível por causa do crescimento da economia e da ação do movimento sindical, que se mostrou mais organizado, mais mobilizado e mais combativo. A conjunção deste fatores nos levou a retomar a ofensiva e exigir a manutenção de direitos e mesmo ampliação de benefícios.
Paulo Pereira da Silva, Paulinho
Presidente da Força Sindical
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