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Futebol e gasolina caros: ironia com a marca BR

Se é verdade que o Brasil é o pais do futebol, também é fato que os organizadores da modalidade acreditam ser ela um verdadeiro saco-sem- fundo, ou a galinha dos ovos de ouro, tal a forma como a paixão pelo esporte é tratada por aqui. Em plena semana de Porto Alegre, em uma partida

Se é verdade que o Brasil é o pais do futebol, também é fato que os organizadores da modalidade acreditam ser ela um verdadeiro saco-sem-fundo, ou a galinha dos ovos de ouro, tal a forma como a paixão pelo esporte é tratada por aqui. Em plena semana de Porto Alegre, em uma partida marcada para as dez horas da noite, e os ingressos são cobrados a peso de ouro, como uma apresentação de gala de um artista de renome mundial. Não: Brasil e Peru jogavam partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. A renomada “Seleção Canarinho” entrava em campo para enfrentar o último colocado, um time sem chances de classificação.

Sem pensar duas vezes, se torna inevitável a analogia do preço dos ingressos nos estádios de futebol com o cobrado pela gasolina nos postos de abastecimento. Porque pagar tanto por um bem que temos em abundância a ponto de exportamos para outras nações? Porque pagar tão caro para ver os nossos craques, quase todos de origem humilde, como é o povo brasileiro? Porque a gasolina norteamericana é três vezes mais barata que a do Brasil, quando somos pioneiros na extração de petróleo em águas profundas? Porque cobrar caro de um povo pobre o que ele merecia ter barato?

Enquanto o governo brasileiro não baixa o preço do combustível, o que derrubaria a inflação, faz bem questionar a outra ponta. O jogador de futebol que integra a Seleção já é bem pago. São os maiores salários do mundo e também as maiores multas contratuais. A Seleção é devidamente remunerada pelos patrocinadores, incluindo a televisão, que paga caro para exibir a imagem do futebol mais vitorioso do planeta. Porque, afinal, cobrar tão caro pelo entretenimento popular? Não é verdade que futebol também é cultura? Nossos dirigentes acreditam mesmo nisso? Ou será que o futebol virou peça de marketing, que cria mitos e micos da noite para o dia, como a reaparição de Ronaldo, “O Fenômeno”?

Comparações à parte, em ambos casos salta aos olhos o descaso para com a população. Infelizmente, não há Ministério Público nem procuradoria qualquer que mexa nesse vespeiro, que é especular com a boa-fé do povo. Gasolina e futebol caros: uma ironia na terra de um povo que faz piada de si mesmo.

Clàudio Janta - Presidente da Força Sindical/RS


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