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Greve dos rodoviários é resposta à afronta patronal

Desumanidade histórica imposta aos rodoviários explica a explosão de insatisfação verificada nas garagens, na base da categoria.

Um dos temas mais candentes deste momento é a greve dos rodoviários de Porto Alegre. Enquanto sindicalista, defendo que os trabalhadores tenham um regime de Trabalho Decente, com reajuste salarial, ao mesmo tempo que repudio a tentativa de transformar os rodoviários em escravos modernos, sem direitos sociais. Ao mesmo tempo, enquanto vereador de Porto Alegre, empenho-me em denunciar o descaso com o transporte público e em buscar soluções para o setor, que garantam qualidade dos serviços oferecidos à população e valorização dos rodoviários.

No primeiro ano de mandato, apresentei diversos Projetos de Lei, entre eles a realização de Licitação Pública e alteração da composição e da atribuição do COMTU, por meio da criação de uma Agência Reguladora para o setor. Também aprovamos Projeto de Lei para a instalação de banheiros nos terminais de ônibus, dando fim a uma situação absolutamente desumana, que de certa forma simbolizava o descaso para com a categoria rodoviária.

As desonerações de impostos concedidas pelo Poder Público, sem as devidas contrapartidas, não se refletem na melhoria da qualidade dos serviços, como também não resultam em melhores condições de trabalho dos rodoviários, mal remunerados e submetidos a jornadas extenuantes. A desumanidade histórica imposta aos rodoviários explica a explosão de insatisfação verificada nas garagens, na base da categoria, que levantou-se vigorosamente contra a afronta patronal e do Executivo Municipal, que abriu mão de seu papel de mediador e provocou a radicalização do movimento grevista.

Em todos os momentos da greve, defendemos a busca do diálogo, da construção de propostas negociadas que contemplassem os trabalhadores, evitando assim maiores transtornos para a população, já prejudicada cotidianamente pela má qualidade dos serviços. Neste momento pré-Copa do Mundo, é temerário apostar na manutenção das péssimas condições do serviço oferecido - com ônibus lotados, sucateados e atrasados – e no aprofundamento da precariedade das condições de trabalho dos rodoviários.

A irresponsabilidade do Poder Público, unida a tentativa de exploração política do justo movimento grevista e a indignação popular com o preço e com a qualidade do serviço prestado, não é o melhor caminho para quem busca o melhor para Porto Alegre. Reafirmamos então, nosso compromisso com o diálogo entre todos os setores da sociedade em favor do interesse público, dos trabalhadores e da população de Porto Alegre.

Clàudio Janta

Presidente da Força Sindical-RS

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