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Saúde e segurança do trabalhador

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2 milhões de pessoas morrem em 2013, por conta de doenças ocupacionais no mundo.

No mesmo período em que o Brasil comemora excelentes índices de empregos, recorde na produção de grãos, crescimento na construção civil e no setor industrial, se relembra o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidente de Trabalho, em 28/4. No Dia do Trabalhador (1º/5), é um feriado de descanso e lazer para os trabalhadores, mas não dá para esquecer que a origem da data refere-se a lutas por melhores condições de trabalho e, apesar de muitos avanços, ainda há discriminação contra o trabalho das mulheres e negros, há registros de trabalho escravo, e a Pauta das 40 horas semanais ainda está emperrada no congresso.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2 milhões de pessoas morrem em 2013, por conta de doenças ocupacionais no mundo. O número de acidentes de trabalho com mortes chegou a 321 mil. Neste panorama, a cada 15 segundos, um trabalhador morre devido à doença relacionada ao trabalho.

No Brasil, são quase 4 mil mortes, anualmente, em decorrência de acidentes de trabalho. Os dados da OIT colocam o país como quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho.

Neste ano, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil divulgou que sete operários morreram nas obras da Copa, no Brasil, sendo que na África do Sul, em 2010, foram dois e na Alemanha, em 2006, nenhum.

Nossa meta, enquanto sindicalistas, é aproveitar essas datas (28/4 e 1º/5) para reforçarmos a luta pela conscientização dos trabalhadores e dos empresários quanto às perdas irreparáveis que o Brasil registra quando morre um trabalhador. Ficamos muito satisfeitos com o crescimento econômico e a geração de empregos, o que garante a dignidade às famílias brasileiras.

No entanto, precisamos maiores e melhores investimentos em saúde e segurança para que o crescimento possa ser comemorado com plenitude. Não é possível reverenciar números altos de produção a custa da doença e de mortes de trabalhadores.

Ivone Simas

Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio (SEC) de Guaíba e Região, secretária de Políticas para a Mulher da Força Sindical-RS e integrante da Executiva da Força Sindical Nacional, como 1ª secretária da Saúde e Segurança do Trabalho.

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