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Silvicultura e geração de empregos

No Rio Grande do Sul existem enormes diferenças entre os moradores das grandes cidades, com empregos públicos e salários garantidos e os trabalhadores das pequenas cidades, no campo, no interior.

No Rio Grande do Sul existem enormes diferenças entre os moradores das grandes cidades, com empregos públicos e salários garantidos e os trabalhadores das pequenas cidades, no campo, no interior.

Em Piratini, no interior do município, há muitos anos atrás, por conta de incentivos fiscais, foram plantadas florestas de pinos, que mesmo sem os tratos culturais adequados, acarretaram plenos empregos em serrarias que surpreendem pela mecanização e condições de trabalho, com aproveitamento integral do material. As sobras correm por correias transportadoras, sendo reduzidas a pequenos fragmentos que alimentam uma usina de biomassa, também no interior do município, gerando energia elétrica vendida para o sistema estadual.

Em São José do Norte, onde a agricultura da cebola não prospera, onde a pesca é sazonal, um grande grupo de trabalhadores vive hoje da extração da resina também de florestas de pinos. São trabalhadores com carteira assinada, mas com baixa instrução, que dificilmente conseguiriam outra colocação no mercado de trabalho. Estas são apenas duas situações de pequenas localidades da Metade Sul.

Quando prefeitos, vereadores de todas as colorações, líderes empresariais, educacionais e de trabalhadores, deputados estaduais e federais se unem em defesa de uma atividade, que não pretende ser a única, mas apenas mais uma alternativa, usando de espaços reduzidos, de apenas dois por cento da área agriculturável, é inadmissível assistir manifestações levianas, de quem não conhece e vive a realidade regional.

Chamo a razão daqueles que têm filhos desempregados, irmãos, parentes e amigos, pois esta é a realidade. Não quero falar de números, mil ou dez mil, mas pensem no rosto de pessoas e famílias conhecidas, desempregados, por outro lado, quem tem emprego, e não faz por colaborar, pelo menos não atrapalhe.

A questão ambiental é importante e não pode ser desconsiderada, mas a questão social e econômica também tem que ser considerada e isto é o que foi defendido e ficou claro ao longo de quatro Audiências Públicas.

Lélio Luzardi Falcão

Secretário de Políticas Ambientais da Força Sindical - RS

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