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Sindicalismo gaúcho na vanguarda da luta por direitos

Neste processo, o respaldo à organização sindical é uma necessidade fundamental e o Sul teve protagonismo na defesa desta pauta.

Neste mês a Força Sindical definiu a nova composição da direção nacional e as resoluções norteadoras das ações pelos próximos anos. Com representação sólida e significativa neste processo, o Rio Grande do Sul chega à vice-presidência da central, além de continuar à frente de espaços importantes, como a secretaria de Relações Internacionais e a secretaria de Políticas para a Juventude. Ao todo, são 14 dirigentes gaúchos na Executiva Nacional e mais 25 membros na Direção Nacional.

Durante os três dias de Congresso, trabalhadores de todo o país estiveram reunidos em Praia Grande (SP) para discutir medidas de reaquecimento da economia e de combate às tentativas de retirada de direitos históricos dos brasileiros, vinculadas às reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo, que se furta de discutir a reforma realmente necessária, que é a tributária. Não podemos mais tolerar que cinco meses de trabalho sejam dedicados a pagar impostos e que salários na faixa de R$ 1,9 mil estejam na base da tabela do imposto de renda, enquanto os grandes credores da Previdência sigam repassando o prejuízo a quem ganha menos e mais necessita da garantia dos seus direitos.

Além da convergência para a necessidade de cerrar fileiras na construção de uma sociedade em que as relações de trabalho sejam justas e inclusivas e o desenvolvimento sustentável e produtivo, a Carta da Praia Grande, que sintetiza as diretrizes da Força Sindical, expressa a necessidade do equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e os interesses desenvolvimentistas. Neste processo, o respaldo à organização sindical é uma necessidade fundamental e o Sul teve protagonismo na defesa desta pauta.

Visando coibir a pulverização de categorias e a criação de entidades sindicais para representar parcela de uma categoria já representada por outro sindicato em atividade, propusemos a inclusão da manutenção da unicidade das categorias na base entre b as competências do Conselho de Autorregulação Sindical a ser criado, que já era uma posição deliberada pela central. Em tempos de flexibilização e relações de trabalhos movediças, os sindicatos precisam ser rocha firme e isso se faz com base sólida e unida. A divisão das categorias, na maioria das vezes com mero fim arrecadatório, pulveriza entidades, fragilizando a legítima representação dos trabalhadores e multiplicando sindicatos inoperantes que maculam a imagem do movimento sindical brasileiro. Enquanto não tivermos instância autorregulatória, é imprescindível a edição de uma Nota Técnica do Ministério do Trabalho visando essa regulamentação.

A nossa busca por uma sociedade mais justa e digna para os trabalhadores e suas famílias também passa pela garantia de representação política do movimento sindical sobretudo nos legislativos, que foi outra bandeira que levantamos. Levando o exemplo das políticas de ampliação do atendimento nos postos de saúde e da escola em tempo integral, ambas viabilizadas através de mandato em Porto Alegre, reforçamos que somente inserindo a pauta trabalhista nos parlamentos podemos avançar, tanto nas questões locais quanto nas grandes lutas que afetam a todos os brasileiros.

Com a mesma união que defendemos na base, saímos do 8º Congresso da Força Sindical com a certeza de olharmos juntos, na mesma direção. Sem dúvida, um horizonte que nos reserva muitas lutas.

Clàudio Janta

Vice-presidente nacional e presidente estadual da Força Sindical

 

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