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Temos de reduzir a CPMF

Vamos construir mais uma trincheira de luta no Congresso que vai nos ajudar a reduzir a alíquota da CPMF de 0,38% para 0,08% em três anos. Queremos negociar com o governo a manutenção da contribuição apenas para fiscalizar e controlar a movimentação bancária e impedir a sonegação.

Vamos construir mais uma trincheira de luta no Congresso que vai nos ajudar a reduzir a alíquota da CPMF de 0,38% para 0,08% em três anos. Queremos negociar com o governo a manutenção da contribuição apenas para fiscalizar e controlar a movimentação bancária e impedir a sonegação.

Como não defendemos medidas que provoquem o desequilíbrio das contas públicas (o que pode ocorrer se a CPMF cair), pretendemos chamar as lideranças do Congresso para um debate sobre a manutenção do imposto. Pela lei atual, a CPMF acaba no fim de dezembro de 2007.

Desde sua criação, em 1996, a alíquota de contribuição variou de 0,2% para 0,32%. O imposto foi criado para financiar a saúde, mas hoje boa parte dos recursos é usada para outras finalidades, o que reprovamos. Neste ano, a CPMF vai render mais de R$ 35 bilhões para os cofres públicos. A previsão para 2008 é a arrecadação chegar a R$ 39 bilhões.

A Força Sindical defende uma reforma tributária capaz de desonerar a produção e de aumentar alíquotas para os setores especuladores, que têm obtido lucros exorbitantes nos últimos anos. Exemplos: o lucro do Banco Itaú atingiu R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre e superou o do Bradesco, maior banco privado do Brasil, que foi de R$ 4,007 bilhões. O recorde, incluindo bancos públicos, é do Banco do Brasil, que lucrou R$ 4,032 bilhões na primeira metade do ano passado.

Estes resultados são decorrentes do atual modelo econômico que privilegia o capital financeiro. Por isso, estamos convencidos da urgência da reforma tributária para desafogar os setores da economia que podem crescer muito ainda, gerando emprego e renda.

Atualmente, mesmo sem aumento de alíquotas dos tributos, as empresas dos setores de metalurgia, automobilística, seguros, telecomunicações e comércio atacadista lideram o ranking dos segmentos econômicos que apresentaram maior crescimento no pagamento de impostos, com variação positiva de 18,51% a 35,83%.

Paulo Pereira da Silva, Paulinho
Presidente da Força Sindical

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