
No momento em que a inflação como um fantasma volta a assustar os trabalhadores, a Força Sindical lança a palavra de ordem "campanha salarial unificada".
No momento em que a inflação como um fantasma volta a assustar os trabalhadores, a Força Sindical lança a palavra de ordem "campanha salarial unificada".
O objetivo é elaborar uma pauta comum de reivindicações que atraia para a luta trabalhadores ligados a todas as centrais sindicais que têm data-base de julho a dezembro deste ano.
Apesar de já estar claro que os salários não são responsáveis pela aceleração da inflação, temos de manter a luta pela reposição da inflação mais aumento real. Não podemos abrir mão disso.
Nem queremos a volta da indexação salarial. É equivocada a proposta de projetar para o futuro a inflação passada, gerando assim um círculo vicioso em que a inflação de amanhã será, no mínimo, a inflação atual e mais alguma coisa.
Mas não podemos ficar de braços cruzados. Temos de exigir ganho real nas negociações coletivas do segundo semestre por entender que o aumento do poder aquisitivo não interfere na oscilação dos preços.
O ganhos salariais obtidos no ano passado (chegou no máximo a 2% acima o INPC) e no primeiro semestre de 2008 (até 1% acima do INPC) não pressionaram a taxa inflacionária porque a produtividade industrial chegou a 4,5%, nos últimos 12 meses encerrados em abril.
Com base em experiências passadas, o movimento sindical sabe que o gatilho salarial provoca um efeito devastador na vida dos trabalhadores.
Temos de combater a inflação — provocada pelo elevação dos preços dos alimentos e do petróleo — aumentando a área plantada, fazendo estoques reguladores e subsidiando os preços dos gêneros de primeira necessidade para as camadas mais pobres da população.
Nossas reivindicações salariais têm de estar vinculadas aos ganhos de produtividade. É uma boa exigir abono salarial, aumento da correção da Tabela do Imposto de Renda, vale alimentação, cesta básica e redução dos preços dos alimentos de primeira necessidade para quem já fechou a data-base.
Quem já está em campanha salarial, a proposta é reivindicar reposição da inflação mais aumento real. É o mínimo que o movimento sindical pode exigir.
Paulo Pereira da Silva, Paulinho
Presidente da Força Sindical
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