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Emprego 15/06/2011 11:27

Brasil está em terceiro lugar na expectativa de criação de empregos

41% das empresas instaladas no país pretendem aumentar o número de funcionários no terceiro trimestre deste ano

Mesmo com a evidente desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira, as contratações continuam a todo vapor — 41% das empresas instaladas no país pretendem aumentar o número de funcionários no terceiro trimestre deste ano e apenas 4% dos empregadores querem pisar no freio. Com isso, a expectativa líquida de emprego é de 37% nos próximos meses. O número leva o Brasil à terceira colocação no ranking mundial, atrás apenas da Índia (47%) e de Taiwan (39%). Os dados são da consultoria de recursos humanos Manpower.

Riccardo Barberis, porta-voz do estudo, destaca que a expectativa de emprego do Brasil recuou três pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, não há razão para preocupação. “A economia não cresce no mesmo patamar de 2010 e a geração de empregos acompanha isso. Entretanto, o país ainda cresce. Por isso, não há motivo de desânimo, até porque ficamos entre os primeiros do mundo”, observou. Ele assegurou, no entanto, que a escassez de mão de obra qualificada ainda é um problema. “Em uma de nossas pesquisas, constatamos que 57% das empresas brasileiras têm dificuldade em preencher funções críticas.”

O setor de finanças, seguros e imobiliário é o mais otimista. No total, 58% dos empregadores dessa área pretendem empregar mais em julho, agosto e setembro. “O emprego formal teve alta e, por consequência, trabalhos relacionados às finanças também crescem”, esclareceu Barberis. Em seguida, vem a construção civil, com 47% de perspectiva de empregos. O ramo apresentou queda de 6% em relação ao ano passado, mas continua forte. “O país vem crescendo em infraestrutura, principalmente por causa da Copa do Mundo de 2014. Ou seja, é um setor que continuará aquecido por um bom tempo.”

Propostas
A estudante de arquitetura Andressa Batista Arantes, 24 anos, já recebeu diversas propostas de contratação e acredita que as empresas ligadas à construção civil estejam entre os melhores empregadores. “Até comecei a estudar para concurso público, mas, quando entrei num estágio, vi que o mercado está aquecido. Pego o diploma no fim do ano e uma construtora já garantiu que minha carteira será assinada”, disse. Ela contou que as empresas disputam funcionários de forma acirrada. “Nesse segmento, para segurar um funcionário é preciso tratá-lo muito bem.”

Empresas do comércio atacadista e varejista também diminuíram a expectativa de aumento do número de funcionários em relação a 2010 — de 33% para 28%. Ainda assim, o setor continua com uma previsão robusta de contratações para o próximo trimestre. O especialista da Manpower analisa que o índice é alto. “Em outros países, a área que mostra melhores taxas fica abaixo dessa”, observou. Para ele, a alta geração de empregos é uma tendência dos países emergentes.

O shopping da rede Iguatemi em Brasília é um exemplo do bom momento vivido pelo comércio. No último trimestre, foram gerados 50 empregos na unidade. Hoje, com a inauguração das lojas Renner na unidade, outras 44 pessoas serão contratadas. Para julho, agosto e setembro, a previsão é de que 150 postos sejam criados. A diretora-geral do empreendimento, Daniela Fae Vallejo, atribuiu o sucesso do setor ao poder de compra da população, que vem aumentando. “Tenho 15 anos de atuação no ramo e vejo que ele cresce cada vez mais”, afirmou.

Em sentido contrário, países desenvolvidos, como a Espanha, que prevê diminuição de 7% nas contratações, Grécia (-5%) e Itália (-4%) estão nas últimas colocações da lista. O economista Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios, destacou que o resultado ainda reflete a crise financeira internacional, deflagrada em 2008. “Com certeza, esse foi um ponto negativo para a economia dessas nações. Esses países estão em recessão e não há previsão de melhora a curto prazo”, afirmou.

No mês
O emprego formal está em alta. Em maio deste ano, foram criados 298.041 postos de trabalho, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O crescimento foi impulsionado pelo setor de serviços, com 86.104 novas vagas. Em seguida, vêm agropecuária (62.247), indústria da transformação (62.220), comércio (43.465) e construção civil (39.082).

 

Informações do Correio Braziliense.

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