Notícias

Trabalho 16/07/2018 14:36

Cenário atual mostra maior precarização do emprego, diz MCM

Estudo realizado pela MCM Consultores, divulgado na última sexta-feira, mostra que a perda de postos formais de trabalho e a geração de empregos informais são movimentos comuns nos episódios de saída das recessões no Brasil nas últimas três décadas

Apesar disso, a consultoria identificou viés maior de precarização do mercado de trabalho no atual ciclo de recuperação da atividade econômica.

Para observar os padrões históricos, a MCM cruzou estatísticas da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), ambas do IBGE. A ideia era comparar o desempenho do mercado de trabalho em sete períodos recessivos desde 1989 - incluindo os 12 meses seguintes ao fim do período de recessão.

A conclusão é que, com exceção das recessões de 2001 e de 2008-2009, que foram mais curtas, a saída das crises no país é acompanhada pelo aumento da proporção de empregos informais no contingente total de pessoas ocupadas. Além disso, em metade dos episódios recessivos, o emprego formal recuou nos 12 meses após o fim da crise.

Na recessão de 1989 a 1992, considerada semelhante em duração e intensidade à de 2014 a 2016, o total de pessoas ocupadas (empregadas, conta própria, remuneradas ou não) recuou 0,3% nos 12 meses seguintes ao fim da crise. Esse desempenho foi resultado de uma redução de 4,6% nos empregos formais, parcialmente compensada pela alta de 5,6% dos informais.

Naquele ciclo recessivo, o PIB caiu 7,7% em termos acumulados, segunda queda mais forte entre as sete recessões analisadas. A maior retração, de 8,6%, ocorreu na recessão mais recente, que durou de 2014 a 2016.

No atual ciclo, a população ocupada ficou estável nos 12 meses após o fim da recessão. Nesse caso, o número resultou de uma queda de 1,3% no total de trabalhadores formalizados - o que foi compensando pelo aumento de 1,5% no emprego informal, conforme os dados publicados pela consultoria.

Apesar de identificar que o movimento seria "natural" nas saídas de recessão, testes feitos pela MCM em modelo econométrico simples, que relacionou a variação interanual da população ocupada com o crescimento do PIB, sugeriu que o padrão de resposta da geração de empregos parece ter mudado nos últimos tempos, no sentido de perda de qualidade do trabalho.

"Testamos o coeficiente da regressão. O exercício mostra que a elasticidade do emprego formal ao PIB de fato se reduziu. Assim, há um viés recente de precarização do emprego gerado", concluiu Sarah Bretones, economista autora do documento, acrescentando que a Reforma Trabalhista pode reverter essa tendência, ao "incentivar formalização em condições mais flexíveis".

O estudo lembrou que o mercado de trabalho tem surpreendido nos primeiros meses do ano, tanto pela lenta recuperação - com a taxa de desemprego praticamente estável, descontados os efeitos sazonais - quanto pela composição ainda precária da ocupação, bastante concentrada na informalidade.

"Nos primeiros meses deste ano, a recuperação parece ter perdido ímpeto: enquanto a taxa de desemprego com ajuste sazonal tem se mantido praticamente estável, o ritmo de expansão da população ocupada arrefeceu", avaliou a consultoria. No próximo estudo, a MCM avaliará o impacto da maior precarização da mão de obra no consumo.

Valor Econômico

Link alternativo: http://fsindical-rs.org.br/n/2B6

Versão desta notícia em PDF




Tags:    força sindical   rs

Enviar notícia para amigo(a)

Imagem de verificação

Notícias relacionadas

Facebook

Notícias deste período

Twitter

Jornais

Vídeos

8º Congresso da Força Sindical-RS

Confira os principais momentos do Congresso Estadual da Central

Outros vídeos

Campanhas






Quem somos

Sobre a Força Diretoria Atuação no Estado Metas Filiados

Secretarias

Juventude Meio ambiente Formação Sindical Saúde do trabalhador

Materias oficias

Álbum de fotos Vídeos Jornais Logotipos da Força Jingles

Publicações

Notícias Agenda Tweets Interativas Artigos

Comunicação

Fale conosco Informativo Canal RSS Como chegar Mapa do site

Campanhas

Fórum Social Mundial Faixa de Fronteira 2015 Bioma Pampa Posto de Saúde 24h Trabalho Decente
Força Sindical do Rio Grande do Sul
Cristovão Colombo, 203 - Porto Alegre
Rio Grande do Sul, Brasil
CEP 90560-003 - Fone: (51) 3228.0098
contato@fsindical-rs.org.br