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Direitos 20/12/2016 12:30

Centrais emitem nota de repúdio a proposta do governo de jornada móvel de trabalho

Os sindicalistas defendem ainda que “as relações trabalhistas, que envolvem milhões e milhões de pessoas, devem ser tratadas com amplo diálogo

Em nota, emitida na tarde desta segunda-feira, 19, as centrais sindicais – CSB, Força Sindical, Nova Central (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT) – repudiaram a informação de que o governo vai apresentar uma proposta, nos próximos dias de jornada intermitente, ou móvel, de trabalho, em que não existe horário fixo.

A notícia, segundo a nota assinada pelos presidentes das centrais, “causou espanto, uma vez que o modelo proposto agravaria a precarização das relações de trabalho, expondo o trabalhador a uma situação análoga à escravidão, na medida em que passará a ser tratado como uma máquina qualquer, que se liga e desliga de acordo com os interesses do patrão”, diz o texto.

Os sindicalistas defendem ainda que “as relações trabalhistas, que envolvem milhões e milhões de pessoas, devem ser tratadas com amplo diálogo, que envolva representações de trabalhadores, de empresários e, claro, do próprio governo.”

Segundo os trabalhadores, “o modelo de lançar balões de ensaio com maldades prontas está esgotado e deve ser sepultado em definitivo”.

E finalizam a nota ressaltando que a geração de empregos passa pela redução dos juros, pela retomada dos investimentos públicos e privados e por uma agenda voltada para o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Confira a íntegra da nota:

“Jornada sem previsibilidade é trabalho análogo à escravidão

As centrais sindicais Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), Força Sindical (FS), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), vêm a público condenar a informação, veiculada pelos jornais no último final de semana, de que o governo prepara uma Medida Provisória que visa implantar a jornada flexível de trabalho.

Tal notícia causa-nos espanto, uma vez que o modelo proposto agravaria a precarização das relações de trabalho, expondo o trabalhador a uma situação análoga à escravidão na medida em que o trabalhador passará a ser tratado como uma máquina qualquer, que se liga e desliga de acordo com os interesses do patrão.

As relações trabalhistas, que envolvem milhões e milhões de pessoas, têm de ser tratadas com um amplo diálogo que envolva representações de trabalhadores, de empresários e, claro, do próprio governo. O modelo de lançar balões de ensaio com maldades prontas está esgotado e deve ser sepultado em definitivo.

Criar empregos, como queremos, passa pela redução dos juros, pela retomada dos investimentos públicos e privados e por uma agenda voltada para o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Não se cria empregos e não se aquece a economia por meio de atos de última hora, no apagar das luzes de um ano duro e muito difícil para toda a sociedade.

São Paulo, 19 de dezembro de 2016

Antônio Neto, presidente da CSB (Central de Sindicatos Brasileiros)

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical

José Calixto Ramos, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)”

Brasil 2 pontos

Link alternativo: http://fsindical-rs.org.br/n/25B

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Tags:    força sindical   rs

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