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Salário 15/02/2016 15:43

Sindicalistas e empresários travam disputa por reajuste do piso regional

De acordo com o presidente da Força Sindical, Cláudio Janta, o momento de recessão exige aumento da circulação de dinheiro e não o contrário.

No mesmo dia em que o governo do Estado protocolou, na Assembleia Legislativa, a proposta de reajuste do salário-mínimo regional em 9,6%, na sexta-feira passada, centrais sindicais e entidades patronais começaram a pressionar os deputados estaduais, na tentativa de conseguir uma emenda parlamentar ao projeto do Executivo que altere o percentual de reajuste.

Os sindicalistas querem, no mínimo, 11,38% de reposição o que corresponde à inflação acumulada em 12 meses (de 1 fevereiro de 2015 a 31 de janeiro de 2016, segundo o INPC). Os empresários defendem o reajuste zero.

O percentual proposto pelo Palácio Piratini é uma espécie de meio-termo, correspondente à inflação do último ano menos o crescimento negativo do PIB gaúcho. Tal índice que deve elevar o mínimo regional 25,4% acima do salário-mínimo nacional foi calculado depois que as secretarias estaduais do Trabalho e do Planejamento mediaram três rodadas de negociações entre empresários e trabalhadores.

"Desde que o piso regional foi criado, no governo Olívio Dutra (PT, 1999-2002), empresários defendem o mínimo do mínimo de reajuste, o que é inadequado. E sindicalistas querem mais que o possível, o que também é inadequado. O índice proposto pelo governo foi baseado em estudos", diz o líder do governo na Assembleia, Alexandre Postal (PMDB).

De qualquer forma, a proposta do Palácio Piratini suscitou críticas e mobilizações das duas partes ainda na sexta-feira. Lideranças da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), por exemplo, se encontraram com parlamentares da oposição e da base aliada ao governo José Ivo Sartori (PMDB).

"Já conversei pessoalmente com vários deputados governistas e da oposição. Temos um apoio significativo de parlamentares da base. Vamos buscar uma emenda para repor, pelo menos, a inflação do período", atestou o presidente da CTB, Guiomar Vidor.

Segundo Vidor, a ideia é intensificar as visitas aos deputados a partir de hoje, "em uma tentativa de conseguir o apoio de todo o Parlamento, afinal não estamos discutindo aumento real, só a reposição da inflação". Amanhã, às 10h30min, representantes de várias centrais sindicais se reúnem na sede da CTB para planejar a atuação nos gabinetes da Assembleia.

Postal acredita que a base do governo vai se manter coesa. "Acho que vai votar com o governo, porque o índice apresentado foi baseado em um cálculo ponderado. Não acredito em dissidências." Pela oposição, o deputado Altemir Tortelli (PT) defende que o índice seja alterado na Assembleia. O petista reforça a tese das centrais e aponta que o correto é conceder, no mínimo, a reposição da inflação.

Centrais contra o valor proposto

Três grandes centrais sindicais rejeitaram o índice de 9,612% de reajuste para o mínimo regional em 2016. CUT/RS, Força Sindical/RS e CTB/RS prometem reagir no Legislativo até garantir, na pior hipótese, a reposição da inflação acumulada em 11,31%. Conforme o secretário de Comunicação da CUT/RS, Ademir Wiederkehr, o índice defendido pela central é de 11,68%, o mesmo de correção do salário mínimo nacional.

“O governador não nos recebeu para discutir”, afirmou Wiederkehr. Já para o presidente da Força Sindical, Cláudio Janta, o momento de recessão exige aumento da circulação de dinheiro e não o contrário.


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